Como a sua Empresa Constrói a Visão de Futuro que Norteia a Estratégia?
Normalmente o que vemos no mercado é uma formulação por pura intuição ou mesmo por desejo, num formato de brainstorm e agrupamento e síntese das ideias sobre “onde queremos, devemos ou precisamos chegar”. Mas de onde vêm as respostas para essa pergunta? Em que são baseadas?
Se as respostas são diretas a essa pergunta, ideias diferentes sobre o futuro estão por trás desse brainstorm. As pessoas têm crenças diferentes sobre como o futuro pode se apresentar e não há um entendimento comum nem sobre o “futuro oficial” nem sobre outros diversos futuros plausíveis que podem se apresentar.
O resultado tem altíssima chance de ser inconsistente. E, sem dúvida, essa é uma das razões pelas quais tantas visões de futuro são quase que ignoradas frente às definições anuais ou semestrais de objetivos estratégicos. Normalmente são muito menos orientadoras da ação do que poderiam ser.
Com isso, muitas das supostas conversas sobre estratégia acabam se concentrando nos ciclos semestrais ou anuais e em planos operacionais, KPIs ou planos de ação. E quando se discute o futuro, se pensa em tendências, normalmente extrapolando o que está acontecendo hoje para o futuro, sem um pensamento criativo sobre os múltiplos desdobramentos plausíveis e sem analisar as dezenas de sinais fracos e surpresas inevitáveis que podem apontar futuros diferentes.
E se isso não é feito, como dizer que existe uma estratégia e não um plano de (re)ação, atualizado semestralmente ou anualmente? E como obter grandes resultados ou um desempenho superior atuando dessa forma?
Precisamos ampliar nossa compreensão sobre os diferentes futuros que podem se apresentar. O que é mais certo e presente na maioria dos futuros possíveis? Quais as incertezas críticas que podem ser determinantes em como esses futuros se apresentarão? Qual o futuro oficial que está presente no discurso das pessoas?
Diante disso, que futuros fazem mais sentido para a empresa? Para conseguir responder a essas perguntas, deveríamos seguir um método que contemple criatividade, mas que tenha consistência. E não simplesmente um brainstorm livre (“sobre onde queremos, devemos ou precisamos chegar”), mesmo que no grupo haja “pessoas visionárias”.
Quais métodos e ferramentas a sua empresa usa para processar a complexidade e mobilizar o conhecimento que existe na sua organização e no seu entorno para explorar o futuro de forma consistente?
Se você quiser se aprofundar mais sobre isso, te convido a ler em mais detalhe o meu e-book Inteligência Estratégica, que traz orientações conceituais sobre a construção e utilização de cenários para a formulação estratégica, e o podcast que organizei com dois colegas que conheci na Universidade de Oxford (Gabriel Paiva Rega e Rodrigo Dal Borgo), que aborda a prática e facilitação de exercícios de Scenario Planning.
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