Da Burocracia à Humanocracia
Como você se sentiria se:
Pudesse moldar as atividades do seu próprio trabalho e sua equipe tivesse liberdade para definir suas metas e métodos de trabalho;
Fosse encorajado a aperfeiçoar suas competências e a buscar novos desafios;
Nunca se sentisse travado com regras e burocracias sem sentido e se sentisse que as pessoas têm confiança na qualidade do seu julgamento para todas as situações;
Não tivesse que gastar tempo e energia com os jogos políticos internos;
Tivesse oportunidade real de influenciar a estratégia e direcionamento da organização;
Sua influência e remuneração dependessem de suas competências e não de sua hierarquia;
Nunca tivesse nenhuma razão para se sentir inferior ao seu gestor direto e os gestores deles?
Essas perguntas tendem a ressoar bastante em pessoas que trabalham em empresas médias e grandes, que geralmente infantilizam os empregados, com controles quase inexplicáveis. Que promovem uma conformidade “burra”, deixando de lado o foco nos resultados. Que desencorajam o empreendedorismo e restringem as pessoas, estimulando o conservadorismo. Que desestimulam o crescimento pessoal por conta da exaustão da autonomia e esperança. Isso tudo porque tratam pessoas como meros recursos a serem organizados, dirigidos e controlados.
A burocracia na maioria das organizações é um jogo de soma zero em que as pessoas competem por promoções, espaço, segurança e status. E infelizmente, para ter sucesso, você precisa dominar não o seu trabalho, mas as habilidades de: se esquivar da culpa; defender seu território; obter recursos; trocar favores; negociar metas e fugir de cobranças e escrutínio. É só ver o grande número de gestores que inexplicavelmente ocupam posições de liderança, apesar de comportamentos inadequados e de tolherem e atrapalharem suas equipes.
Mas são as organizações que nos permitem fazer coisas que jamais conseguiríamos sozinhos. E precisamos encontrar uma forma de coordenar o trabalho das pessoas nas organizações. O ponto é que o trabalho de alto rendimento é focado em resolver novos problemas e trilhar novos caminhos. E muitas vezes as organizações perdem as características humanas de resiliência e inventividade, essenciais para a resolução de problemas e inovação.
Isso acontece porque em vez de adotarmos modelos de gestão que buscam maximizar o controle em busca de eficiência, devemos buscar modelos que maximizam a contribuição das pessoas em busca de impacto.
A pergunta central da burocracia é: “como fazemos as pessoas servirem melhor a organização?”
A pergunta central da humanocracia é: “que tipo de organização é capaz de estimular o melhor que cada pessoa pode dar?”
Qual dessas perguntas você tem tentado responder em sua equipe ou empresa? Que modelo de gestão você experimenta em sua empresa? O que tem feito para construir uma empresa mais com “humanocrática” e menos burocracia?
Calcule o índice de burocracia da sua empresa com esta ferramenta simples e rápida: Planilha Índice de Burocracia Empresarial
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