Sinais do Futuro #10 - Desafios em Movimento: Tecnologia, Clima e Escala de Trabalho
Pistas, incertezas, possibilidades. Um olhar curioso para o que pode (ou não) acontecer.
Para onde vai o Metaverso?
O Metaverso chegou a gerar muita empolgação, mas desde a popularização da IA, está cada vez mais sendo deixado de lado. Agora, já existe o plano de cortar do orçamento até 30% dos laboratórios de Realidade Virtual da Meta.
De fato, as atenções ficam cada vez mais voltadas para a IA, que teve como personalidades do ano, pela revista Time, os CEOs de Big Techs, chamados de “arquitetos da IA”. Ou seja, mesmo esses CEOs tendo outras empreitadas como o próprio Metaverso, carros inteligentes, foguetes, entre outros, foi a IA que os colocou nessa posição.
O que pode acontecer:
IAs cada vez mais específicas devem surgir, com empresas aproveitando os avanços para focar em serviços mais direcionados.
A dependência tecnológica cresce: empresas ficam presas a uma ou duas plataformas para operar áreas importantes e perdem sua autonomia em caso de disrupção desses serviços.
As tecnologias de realidade virtual, mista e aumentada continuarão avançando e gerando novas possibilidades para mercados diversos: do turismo ao entretenimento; do marketing ao treinamento gerencial.
Questões críticas:
Quais aplicações de IA podem gerar resultado concreto (receita, economia de custo, melhor serviço) no curto e médio prazo?
Que tipo de capacitação interna será necessária para que gestores e equipes usem IA de forma produtiva, sem perder o pensamento crítico e aceitar entregas da IA como se fossem sempre melhores que as humanas?
Que outros avanços tecnológicos sua empresa está monitorando? Está hiperfocada na IA ou está com outros sinais no radar?
Estratégia exige antecipação, análise crítica e leitura de sinais discretos. Para aprofundar essas reflexões, confira mais conteúdos da Delta Consulting ou conecte-se comigo no LinkedIn.
Quais os impactos da adaptação climática?
Num mundo em que catástrofes climáticas vão ficando cada vez mais comuns, gerando milhares de mortes por inundação, milhões sem energia, e até deixando o chocolate ameaçado, soluções vão ficando cada vez mais urgentes de serem encontradas.
Enquanto líderes mundiais têm dificuldade de chegar a um consenso a respeito de atitudes de Estado, como paliativo já está sendo utilizado até casas flutuantes, que começaram na Holanda e já existem em outros países mais ameaçados pelo avanço climático, como Grã Bretanha, França, Noruega, Polinésia Francesa e Maldivas.
O que pode acontecer:
Soluções antes vistas como excêntricas (casas flutuantes, bairros anfíbios, edifícios elevados) passam a ser mercado real, com padronização, financiamento e escala.
Adaptação climática deixa de ser pauta de ambientalista e vira pauta de infraestrutura, abrindo um novo mercado com a demanda por engenharia resiliente, novos materiais, e rapidez de instalação.
Quem pode pagar adaptação privada faz isso, quem não pode, fica exposto. Isso alimenta tensão social e pressão política.
Questões críticas:
Se a adaptação ganhar cada vez mais importância, sua empresa está ou poderá estar posicionada para oferecer algo relevante, como materiais, serviços, logística ou tecnologia?
Existe algum plano de emergência para quedas de energia e inundações, fenômenos cada vez mais frequentes?
Como os impactos das desigualdades climáticas podem afetar o seu negócio e os dos seus clientes? E seus fornecedores e equipes?
Como se preparar para a possibilidade de fim da escala 6x1?
No final de 2024 foi reaceso o debate a respeito do fim da Escala 6x1, que teve intensa mobilização nas redes sociais. Apesar de ter tido pouco movimento ao longo de 2025, na Câmara e no Senado voltou-se a discutir mais sobre o tema no final do ano.
Um dos autores da PEC acredita que a aprovação pode vir já em 2026. No dia 13/12/25, uma Comissão do Senado aprovou a proposta, que agora irá para o plenário do Senado, tramitará na Câmara dos Deputados e, caso aprovada, terá veto ou sanção do Presidente da República. Além desse, há também um texto na Câmara, mas esse está em estágio menos avançado.
O que pode acontecer:
Mesmo sem aprovação imediata, cresce a adoção de testes (escala alternativa, banco de horas mais estruturado, rodízios) para reduzir atrito com equipes e atrair e reter talentos.
Setores intensivos em mão de obra enfrentam potencial pressão de custo e reorganização de turnos, buscando aumento de produtividade para compensar as mudanças na escala.
Por ser uma discussão de forte disputa política, pode gerar mudanças muito atravancadas, com vetos, judicialização, regras transitórias, aumentando incerteza para planejamento, tal como está sendo com a reforma tributária.
Questões críticas:
Quais áreas da sua operação dependem da escala 6x1, ou de jornadas mais longas? Qual é o plano para rever a alocação de equipes sem perder qualidade? Já se sabe onde é possível aumentar eficiência?
Sua liderança está pronta para lidar com o tema sem cair em dois extremos: “é impossível” x “é só querer”? Qual será a narrativa interna para não perder confiança do time?
Faz sentido rodar um piloto em uma área específica por 60–90 dias para testar uma escala alternativa e medir efeito em produtividade e qualidade?
Quer explorar como preparar a sua empresa para enfrentar múltiplos futuros possíveis? Me manda um e-mail em fernando@deltaconsulting.com.br.
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