Sinais do Futuro #15 – A integração veloz da IA nas nossas vidas
Você viu o robô “preso” na China?
Em 2025, o matemático Daniel Litt apostava que era improvável que até 2030 uma IA pudesse escrever um artigo no nível dos melhores matemáticos. Um ano depois, ele já acha que vai perder essa aposta. Considerando que a matemática é um dos conhecimentos mais abstratos produzidos pelo ser humano, a velocidade desse avanço chama ainda mais atenção. Recentemente, um problema matemático em aberto há mais de 30 anos por uma lenda da Ciência da Computação foi resolvido por um sistema de IA.
Estamos caminhando para a onipresença de agentes?
Ao passo que a velocidade de processamento e qualidade do “pensamento” das IAs vai avançando muito rapidamente, os agentes de IA estão ficando mais comuns. Esses agentes são capazes de realizar diversas atividades como redigir e enviar e-mails, fazer compras, e de maneira mais geral, automatizar atividades corriqueiras. Por outro lado, ainda se comete erros, ao apagar dados que não deveria, por exemplo.
A China já está conseguindo integrar agentes e robôs físicos, colocando-os como “mordomos” e respondendo a diferentes comandos de voz. Tal como os agentes, ainda são instáveis e cometem erros, como perseguir e assustar pessoas (veja aqui o robô que foi “preso” fazendo isso). Mas assim como as IAs estão avançando muito rápido, essa tecnologia também deve seguir o mesmo caminho, e esses itens híbridos parecem ficar cada vez mais corriqueiros.
Como vamos administrar os impactos?
Em meio a tudo isso, as preocupações a respeito do impacto no emprego só crescem. A ONU alertou que até 40% dos empregos podem ser afetados por conta deste mercado, que deve alcançar US$ 4,8 trilhões até 2033. Sam Altman, CEO da OpenAI, a criadora do ChatGPT, diz que a IA não vai substituir empregos inteiros, mas que em breve cerca de 40% das tarefas atuais seriam substituídas, vendo aumento da produtividade e da inovação, mas destacando a necessidade de regulação e segurança, inclusive para este choque inicial.
Assim, tal como em outros momentos de ruptura tecnológica na história, como a Revolução Industrial e a Internet, o momento ainda é de muita incerteza tanto no que se refere ao potencial de desenvolvimento dessas ferramentas, quanto ao futuro do trabalho. Se, por um lado, a IA promete ganhos expressivos de produtividade e a expansão das fronteiras do conhecimento, por outro, ela impõe uma reconfiguração profunda do trabalho, das instituições e das próprias relações sociais.
A atual velocidade dessa transformação sugere que a adaptação, seja por meio de políticas públicas, regulação ou mudanças na qualificação da força de trabalho, precisará acompanhar um ritmo historicamente incomum. Trata-se de um processo contínuo de ajuste, cujos efeitos ainda estão em aberto.
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